Junho 2009


Estão abertas as inscrições para um curso gratuito que prepara os estudantes para fazer concurso público. O programa “Concurso Solidário” é uma iniciativa do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Podem participar alunos (a partir do 2° anos do Ensino Médio) e ex-alunos de escolas públicas. Como as vagas são limitadas, os interessados farão provas seletivas de português e matemática.

Ao todo, são 300 vagas. As inscrições para o processo seletivo vão até o dia 15 de julho nos seguintes locais:

- Escola de Contas Públicas Prof. Barreto Guimarães (Avenida Mário Melo, 90, Santo Amaro)
- Escola Luiz Delgado (Rua do Hospício, s/n, Boa Vista)
- Escola Aníbal Fernandes (Rua Marquês de Pombal, Santo Amaro)
- Escola Padre Machado (Rua Major Nereu Guerra, 92, Casa Amarela)

Para se inscrever, os interessados precisam apresentar original e cópia da carteira de identidade, do CPF e a Ficha 19, para os ex-alunos, ou uma declaração da escola pública onde estuda, no caso dos que ainda cursam o Ensino Médio.

A seleção acontecerá dia 2 de agosto e o resultado será divulgado no período de 10 a 14 de agosto. O curso está previsto para começar dia 24 de agosto. As aulas serão ministradas na Escola de Contas do TCE, de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 21h40, durante quatro meses. Haverá turmas de língua portuguesa, matemática, raciocínio lógico, direito administrativo, direito constitucional e administração pública (ética e cidadania).

Fonte: pe360graus

Um pernambucano biblioteconomista, que quase foi militar, monge, e que hoje é considerado um dos maiores especialistas do Brasil na obra do sociólogo Gilberto Freyre (1900-1987), o autor de “Casa Grande & Senzala”, um dos livros mais importantes da historiografia brasileira. Edson Nery da Fonseca, 88, é tudo isso e um pouco mais.

Ele é formado em Biblioteconomia e apaixonado pela profissão. Uma crônica do escritor Mário de Andrade e um artigo do poeta Carlos Drummond de Andrade o influenciaram a perseguir a carreira e a demonstrar que, contrariamente a todas as piadas ignorantes, um biblioteconomista não é um organizador de estantes. Os dois modernistas descreviam a profissão como um ato de amor, e é assim que ela sempre foi encarada pelo pernambucano.

Hoje, ele é descrito como o mais polêmico autor da biblioteconomia nacional, capaz de criticar com precisão e pertinência até mesmo a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Mas ele fala com propriedade. É graças ao seu trabalho e à sua insistência que Recife ganhou, em 1950, seu primeiro curso de biblioteconomia. Chamado para organizar as bibliotecas da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), ele convenceu o reitor de que seu trabalho só seria válido se pudesse ser perpetuado depois que ele fosse embora. Uma vez conseguida a autorização, faltava apenas a verba –que continuou em falta. O pernambucano não desistiu.

Ciente dos hábitos de sua terra, escolhia os candidatos a professor e lá se ia, para a casa de cada um, na hora da ceia. Era inescapável. Montou o curso com professores dispostos a ensinar gratuitamente. Foi também um dos fundadores e o primeiro presidente da Comissão de Documentação da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e fundador da Biblioteca Nacional Central da UnB (Universidade de Brasília), na qual é professor emérito desde 1955. Não fez pouco pelos livros e, ativo até hoje, ainda escreve e fala com paixão aos jovens que compartilham o seu prazer por esse objeto.

Ele vive numa casa em Olinda, cidade próxima à Recife, com muitos gatos e 12 mil volumes de livros. É em torno deles que gira a residência e a vida do morador. Dois de seus conterrâneos mais ilustres, Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, foram amigos de Fonseca. O biblioteconomista escreveu livros sobre ambos, além de organizar edições com suas obras; mas especializou-se mesmo no estudo da vida e obra de Freyre, escrevendo biografia e ensaios que são considerados fundamentais em qualquer bibliografia sobre o sociólogo pernambucano.

“Eu não tenho sequer pós-graduação, não tenho mestrado, doutorado, tenho apenas um bacharelado em uma ciência que ninguém leva a sério chamada biblioteconomia. De modo que o que eu tive foi uma grande paixão intelectual por Gilberto Freyre, foi um encantamento pelas originalidades das ideias dele”, disse em uma entrevista ao programa da Rádio Universitária em Recife, “Café Colombo”.

O homem alto (Tio Gigante, como o chamava o filho de Freyre, Fernando) e de voz grave dedicou sua vida a sistematizar e pensar a produção cultural brasileira, incentivando outros a seguir seu caminho. Escreveu o livro que é considerado hoje a obra mais importante nos estudos de biblioteconomia, e que merece ser lido por qualquer amante de livros: “Introdução à Biblioteconomia” (Briquet de Lemos, 2007). Um de seus textos mais emocionantes está no livro “Ser ou Não Ser Bibliotecário e Outros Manifestos Contra a Rotina” (ABDF, 1988).

Convidado a ser paraninfo de uma turma de conclusão da Escola de Biblioteconomia de Minas Gerais, ele fez de seu discurso uma incitação política à crítica e à insatisfação. Sob o título de “Panorama Crítico da Biblioteconomia Brasileira”, o discurso não coloca panos quentes em nenhuma ferida e aponta de forma seca e direta os problemas mais graves das bibliotecas de um país que acha que não tem problemas.

É bela a paixão transmitida nessa crítica, que representa também a ferida do próprio Edson Nery da Fonseca ao ver o descaso que pode representar a destruição de uma cultura pela qual ele tem tanto apreço. “A Biblioteconomia brasileira vai bem? Vai muito bem, dirão os bovaristas e os basbaques. Só que a Biblioteca Nacional –isto é, a mais importante biblioteca de uma nação e, no caso da nossa, graças às coleções trazidas por D. João 6º, a mais rica da América Latina– está instalada num edifício quase em ruínas, que não comporta mais o seu acervo: fora disso tudo vai bem, porque o Governo construirá outra Biblioteca Nacional em Brasília. (…) Que tal o Plano Piloto? Ah, uma beleza, tudo vai bem. O genial Lúcio Costa tudo previu. Há supermercados, hospitais, igrejas, colégios, quartéis. Há até um ambiente de meia-luz, nas superquadras, para favorecer os namoros. Nem as bancas de revista e jornal foram esquecidas. Mas o genial Lúcio Costa confessou-me que esqueceu por completo as bibliotecas.”

Mas não fica nisso, pois o biblioteconomista não hesita em apontar as falhas tremendas da própria formação dos bibliotecários que trabalhavam naqueles ambientes tidos como templos de estudo. “Telefonei para a biblioteca do D.A.S.P. (Departamento Administrativo do Serviço Público), em Brasília, e perguntei se havia alguma edição de “Política”, de Aristóteles. “Só o senhor dizendo o sobrenome do autor, respondeu a bibliotecária, ‘porque no nosso catálogo os autores aparecem pelos sobrenomes’.” É triste, inegavelmente. Mas nada disso impediu Fonseca de se manter ativo na defesa de sua profissão e da construção cultural brasileira.

Ele escolheu dois templos para a sua vida: as bibliotecas e os mosteiros. Pouco afeito ao isolamento monástico, acabou ficando apenas entre as estantes. Ex-oblato do Mosteiro de São Bento de Olinda, falou em um livro sobre a vida nos monastérios. “Sub Specie Aeternitatis” (Arx, 2003), título que veio do livro “Ética” de Bento de Espinosa (1632-1677) e que significa “Sob Um Aspecto da Eternidade”, fala sobre claustros do Brasil e sobre a vida que neles se leva. Um oblato é o monge que vive a vida mundana, que permanece fora dos mosteiros. E o livro traz as lembranças de Fonseca sobre seu período entre os monges, salpicadas de histórias, explicações e referências acerca do papel dos monastérios na construção e preservação do conhecimento desde a Idade Média.

Uma obra de um erudito, sem dúvida. Mas é também uma obra de alguém que tem carinho pelo seu passado e respeito por aqueles que o construíram. Uma obra de um pernambucano que, apaixonado por seu país, traçou seu mapa: “Estou limitado ao Norte pela literatura / Ao Sul pela saudade da vida militar / A Leste por Gilberto Freyre / E a Oeste pelo Mosteiro de São Bento.” (in ‘Interpretação de Edson Nery da Fonseca’, Bagaço, 2001). Um homem que construiu, palavra a palavra, seu amor pelos livros e a luta por sua permanência no futuro.

Fonte: Folha online

Os alunos da UFPE poderão se inscrever no Programa de Bolsas Luso-Brasileiras Santander Universidades, nos dias 25, 26 e 29 deste mês. O programa oferece dez bolsas de estudos em universidades portuguesas, em todas as áreas de conhecimento. Os interessados devem se dirigir à Divisão do Corpo Discente da Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos (Proacad), no Campus Recife, das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30.

Para participar da seleção, o estudante precisa estar regularmente matriculado na UFPE e nela ter ingressado através do vestibular; possuir média geral igual ou superior a sete; não possuir nenhuma reprovação ou cancelamento com ônus em componentes curriculares no histórico escolar; ter concluído 40% da carga horária total do curso; e não ter sido selecionado em nenhuma das versões anteriores ou atuais de algum programa de bolsas de estudos no exterior. O aluno que possua duplo vínculo poderá concorrer apenas por um único curso.

No ato da inscrição, o candidato deve apresentar os seguintes documentos: histórico escolar e aproveitamento acadêmico registrados pelo SIG@ e autenticados pela Escolaridade ou pela Divisão do Corpo Discente da UFPE; ficha modelo 19 autenticada pela autoridade competente, apenas para aqueles que desejam participar da seleção segundo critério de inclusão social; comprovante autenticado pela instituição de origem, contendo a nota final dos componentes curriculares nela cursados com aproveitamento escolar, caso os mesmos tenham sido utilizados para gerar dispensas por aproveitamento de estudos de componentes do perfil curricular em que o estudante encontra-se vinculado.

O valor da bolsa é de 3.300 Euros para os seis meses de estudos. Das dez bolsas oferecidas, no mínimo três serão direcionadas a estudantes que tenham concluído integralmente o Ensino Médio em escola pública municipal ou estadual do Estado de Pernambuco. Caso nenhum candidato satisfaça o critério de inclusão social, as bolsas remanescentes serão alocadas aos participantes da seleção geral. As listas de classificação e seleção serão divulgadas no dia 2 de julho, na Divisão do Corpo Discente, na Cooperação Internacional e através da internet.

Edital disponível em
Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos (Proacad)
www.proacad.ufpe.br

Mais informações
Cooperação Internacional
(81) 2126.8006

Fonte: ASCOM/UFPE

Um professor de Ipiguá, a 457 km de São Paulo, desenvolveu uma forma criativa de estimular as pessoas a ler no município. A cidade de 3,9 mil moradores não tinha nenhuma biblioteca. A solução foi levar os livros às casas dos moradores em um carrinho de supermercado.

A realidade de Ipiguá é a mesma de 840 municípios do país. Mas o professor José Roberto da Silva achou que poderia mudar um pedaço desse quadro. Primeiro, organizou uma gincana na escola, com a tarefa de arrecadar livros usados. “Nós arrecadamos 1.036, e dividimos em infantil, infanto-juvenil, adulto e gibis”, conta o professor.

Depois, foi só contar com a ajuda de um grupo de alunos, arrumar um carrinho de supermercado e estava criada a biblioteca ambulante, que percorre a cidade em busca de novos leitores. A chance de poder emprestar um livro na porta de casa é um incentivo a mais para a leitura. Em dois meses de trabalho, o grupo já vê os resultados: foram emprestados quase 300 livros.

De porta em porta, uma das alunas faz a propaganda, explicando que o grupo passa na casa depois de 15 dias para buscar os livros. Empurrar o carrinho é tarefa para o estudante Daniel Vargas, o maior da turma. “Anda, cansa um pouco, a gente tem hora que para um pouquinho para descansar. Mas vale a pena”, afirma.

As fichas são organizadas, e trazem uma oportunidade para quem gosta de ler. “Às vezes eu estou triste, daí abro os meus livrinhos e muda tudo. Já saio, vou tomar um cafezinho”, conta a aposentada Luzia dos Santos.

Quem não lê há muito tempo também retoma o hábito, e quem está começando a ler já começa com o pé direito. Na calçada mesmo, um menino se encanta com as figuras do livro. “É um ótimo começo, ele está a prendendo a ver, a identificar as figuras, logo as palavras, e vai pegar gosto pela leitura”, conta o pai da criança.

O menino Lucas, de 8 anos, é o campeão da leitura. Em 15 dias, leu 16 livros. “Você não fica aquele menino que não sabe nada, você fica aquele menino que sabe tudo já, que lê, que sabe escrever”.

Fonte: Blog Vida Universitária

Enquanto o fim da imprensa como a conhecemos é discutido, a Biblioteca Britânica une o analógico ao digital e inaugura na internet um acervo com 200 anos de jornais, mais de 2 milhões de páginas digitalizadas, para consulta pública. Porém, consultar esse arquivo não é gratuito.

A busca não custa nada, mas o número de 100 downloads em 24 horas custa US$ 11,40, enquanto 200 downloads por um período de sete dias valem US$ 16,30, numa espécie de “pay-per-view” dos jornais digitais.

“O serviço ‘Pague o que usa’ vai permitir a usuários de todo o Reino Unido que não queiram vir até nossas salas de leitura em Londres e Yorkshire um aprofundamento nesse inigualável recurso online”, disse Simon Bell, da Biblioteca Britânica, ao site TechRadar UK.

O acervo, uma parceria entre a Biblioteca Britânica, Joint Information Systems e a Gale será uma fonte riquíssima e útil tanto para historiadores quanto para jornalistas e aqueles que estão à procura de seus ancestrais.

O site “British Newspapers 1800-1900” é simples, e sua abertura mostra uma caixa de busca básica, um destaque e uma linha do tempo interessante, que marca os principais momentos da história e, quando um fato é clicado, leva aos jornais da época que continham a notícia.

São dezenas de títulos diferentes, como o Examiner, o Daily News e o Birmingham Daily Post. Também é possível realizar uma busca de jornais de acordo com uma região do país.

Fonte: Adnews

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