Junho 2009


A Direção do Sistema de Bibliotecas da UFPE instalou uma ouvidoria para atuar na melhoria e qualidade dos serviços prestados, a partir da escuta à comunidade acadêmica e ao público em geral, além de responder pela manutenção da página do SIB e da comunidade da Biblioteca Central no Orkut. A ouvidoria atuará em uma sala localizada no térreo da Biblioteca Central, no Campus Recife.

Para registrar sugestões, reclamações e elogios, os usuários podem entrar em contato por telefone (81) 2126.8089, email ouvidoriasib@gmail.com ou no próprio site do Sistema de Bibliotecas no www.ufpe.br/sib, no link da ouvidoria.

Fonte: ASCOM/UFPE

O diretor de um colégio estadual de União da Vitória, no Paraná, retirou dois exemplares dos livros “Amor à Brasileira” e “Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço” da biblioteca da escola e denunciou o conteúdo das obras ao Ministério Público do Estado por considerá-las “pornográficas” e “pejorativas”.

Brugnago, que também é vereador pelo PSDB na cidade, pede que todos os exemplares dessas obras sejam retirados das escolas públicas do Paraná. Os livros foram distribuídos às escolas pelo PNBE (Programa Nacional das Bibliotecas Escolares), do governo federal.

Segundo o diretor, os livros retirados foram entregues ao Ministério Público Estadual para análise. A representação foi feita em 18 de maio.

“A literatura brasileira é tão vasta e tão rica que não precisa utilizar de termos tão baixos em livros de escola. Tem tanta coisa mais importante para ensinar”, disse o diretor. O Colégio Estadual São Cristóvão tem cerca de 2.000 alunos de ensino fundamental e médio. As obras eram destinadas ao ensino médio.

No livro “Amor à Brasileira”, Brugnago critica um dos contos da obra, escrito pelo jornalista Rodolfo Konder, que recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura em 2001. O diretor argumenta que o texto tem conteúdo pornográfico e traz termos chulos, como “buceta”. Na outra obra, do quadrinista Will Eisner, Brugnago aponta cenas de sexo e violência em quadrinhos.

José Jackiw, do Núcleo Regional de Educação de União da Vitória, que representa a Secretaria da Educação do Paraná, criticou a medida. Segundo ele, a atitude denota censura.
Na próxima semana, Jackiw deve se reunir com o diretor para pedir explicações e perguntar por que o Núcleo Regional não foi consultado antes das medidas. O caso deve ser encaminhado à secretaria.

O Ministério da Educação informou que a escolha de todos os livros distribuídos pelo PNBE segue critérios técnicos apontados por universidades. O ministério disse ainda, por meio de sua assessoria, que não pretende retirar os dois títulos do programa e que o diretor age por “obscurantismo”.

Fonte: Folha online

A pré-banca, primeira etapa de avaliação do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), é considerada muito importante para definir as diretrizes finais do projeto. Com o objetivo de verificar a originalidade do tema, a pertinência do trabalho e a viabilidade de execução, a comissão julgadora irá identificar a validade das propostas realizadas. O portal Universia traz dicas de como usar as informações obtidas na avaliação para apr

imorar o trabalho.

Parte de um especial, dividido em dez etapas, a sexta matéria do Portal traz a importância da pré-banca para a finalização do projeto de forma consistente. Entre as indicações está: considerar essa etapa como parte do amadurecimento da pesquisa, ouvir o que os avaliadores têm a dizer ao invés de só defender a proposta, recorrer a imagens como recurso de memória na apresentação, tomar nota de todas os conselhos oferecidos e reunir o orientador e o grupo para redefinir estratégias, entre outras.

Mais informações sobre a avaliação da pré-banca do TCC podem ser conferidas no endereço www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=17795.  Outros dados sobre o universo acadêmico estão no Canal Universitário, em www.universia.com.br/universitario

Fonte: ASCOM/UFPE

O Projeto Leia e Passe Adiante completa 10 anos de ação de incentivo à leitura em Uberaba e região. O projeto foi idealizado e coordenado pela professora Vânia Maria Rezende e, desde 1999, vem desenvolvendo ações de incentivo à leitura e de formação de agentes de leitura, juntamente com os núcleos que compõem o projeto.
Projetos são idealizados no intuito de estimular o hábito da leitura nos diferentes tipos de fontes de informações, como livros, revistas, dicionários, entre outros. Atualmente há vários projetos voltados ao incentivo à leitura, como exemplo, serviços bibliotecários, locação de livros, sebos para troca e compra de livros usados com preço acessíveis.
A coordenadora dos projetos do setor infanto juvenil, Luciane Aita, recorda que em 2008 o projeto foi premiado no Concurso ‘Pontos de Leitura 2008 – Edição Machado de Assis, do Ministério da Cultura’. “Em 2009, a Biblioteca Pública Municipal Bernardo Guimarães firmou parceria com Vânia Maria Rezende, tornando-se um núcleo alternativo e, paralelamente às comemorações do Centenário da Biblioteca Pública Municipal Bernardo Guimarães, promovendo encontros periódicos entre livros e leitores no setor infanto-juvenil.”
A professora Vânia Resende explica que o projeto organiza e distribui, em cestas, um acervo de livros de acordo com a idade e período escolar dos alunos. “A cada encontro são realizadas atividades de leitura, contação de histórias, debates e oficinas para crianças e jovens. No dia 13 de maio, aconteceu o primeiro encontro com crianças de 0 a 5 anos da escola Projeto Educacional Renovação. A contadora de histórias Luciane Aita recebeu as crianças para um encontro com os livros-brinquedos”, recorda a professora Vânia Resende.
Para Resende, o projeto Leia e Passe Adiante é uma experiência surpreendente que proporciona a interação entre crianças x livros x fantasia. “Promovemos diversos encontros com escolas e crianças. A programação se estende por todo o ano. Neste mês de junho, temos cestas de livros para crianças de 1ª e 2ª séries. Para o mês de agosto, cestas de livros para crianças de 3ª e 4ª séries. Setembro, cestas de livros para crianças de 5ª e 6ª séries e, outubro, cestas de livros para alunos de 7ª e 8ª séires”, salienta Resende.
Vânia observa que as vagas são limitadas em 30 alunos acompanhados dos respectivos professores e as escolas interessadas devem procurar por Luciane Aita, no Setor Infanto-Juvenil da Biblioteca Pública Municipal Bernardo Guimarães, ou por telefone 3332-1900.

Fonte: Jornal de Uberaba

A onda de caça a obras literárias disponíveis em bibliotecas escolares chegou ao Paraná. O vereador Jair Brugnago (PSDB), de União da Vitória, na Região Sul do estado, retirou das prateleiras da biblioteca da Escola Estadual São Cristóvão, onde é diretor, duas obras literárias indicadas para alunos de ensino médio. Após considerar o conteúdo dos livros inadequado, Brugnago entrou com ação no Ministério Público do município para pedir que todos os exemplares de Amor à Brasileira – que reúne vários contos, dentre eles um de Dalton Trevisan – e Um Contrato com Deus – e Outras Histórias de Cortiço, do escritor americano Will Eisner, sejam retiradas de todas as escolas da cidade. A retirada dos livros é criticada por especialistas (ver matéria nesta página).

As obras são enviadas pelo Ministério da Educação, por meio do Programa Nacional das Bibliotecas Escolares (PNBE), às escolas públicas de todo país. Elas fazem parte de uma lista selecionada e analisada por uma comissão de professores universitários da área selecionados pelo MEC. Os livros só chegam às bibliotecas das escolas depois de aprovados. A ação do vereador ocorreu após casos semelhantes em São Paulo e Santa Catarina. Em São Paulo, o conteúdo de Um Contrato com Deus já havia sido questionado por alguns educadores (leia box) por conter cenas de violência, sexo, estupro e pedofilia. Escrita em 1978, a obra recria memórias da infância do autor, vivida em um cortiço do Bronx, em Nova Iorque, nos anos 30. Eisner é considerado um dos artistas mais importantes de histórias em quadrinhos e da cultura popular do século 20.

Para a doutora especialista em leitura Marta Morais da Costa, professora da pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a literatura tem uma característica de descompromisso com a escola. “Há uma incompatibilidade entre a proposta da literatura e de uma escola sistematizada e normativa. A escola foi convertida num espaço e recebeu a função de passar cultura escrita para as crianças, coisa que famílias e outras instituições sociais não fazem”, diz. A professora ressalta que toda situação de censura leva a extremos. “Começa devagarinho e logo vamos ter uma pseudo literatura pasteurizada nas escolas”, ressalta.

Fonte: Gazeta do Povo

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