A Faculdade de Direito do Recife (FDR) promove exposição fotográfica e documental da Coleção de Jornais Raros pertencente à instituição, no próximo dia 30, no Espaço Memória da FDR, no centro do Recife. Os documentos dos séculos XIX e XX estão sendo recuperados através do projeto Resgate Documental dos Jornais Raros da Faculdade de Direito do Recife, cuja primeira fase foi finalizada no mês de outubro, após seis meses de duração. Na abertura da exposição, o público poderá conferir os originais de volumes raros.

De acordo com a diretora do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da UFPE, Luciana Grassano, a realização do projeto demonstra o interesse da Faculdade de Direito em manter um patrimônio de grande relevância para Pernambuco e para o Brasil. “Estamos oferecendo a oportunidade de formação e informação para a evolução do conhecimento”, destaca. Fazem parte da coleção edições de jornais como Correio do Recife, Diário de Pernambuco, Diário do Povo, Gazeta da Tarde, Jornal do Commercio, Jornal Pequeno, A Província, Diário do Congresso do Brasil, entre outros.

A primeira fase do projeto, executado pela empresa Arte sobre Arte e acompanhado pela coordenação da biblioteca da Faculdade, contemplou ações de conservação dos jornais, com valor total de R$ 151.803,20. As atividades começaram com a desinfestação e higienização do acervo com o objetivo de controlar a proliferação de insetos e micro-organismos. Segundo a coordenadora da biblioteca da FDR, Karine Vilela, o trabalho é essencial para conservar os volumes e preservar a história do País. “Através dos documentos é possível resgatar fatos históricos e traçar um perfil da sociedade da época”, afirma.

A equipe técnica de 18 profissionais da área de conservação e restauro de bens culturais higienizou 1.574.922 páginas de jornal. Deste total, 63,6% apresentaram bom estado de conservação, 19,2% estavam em estado regular, 14,5% em estado considerado ruim e 2,7% em péssimo estado. Os especialistas ainda identificaram o grau de acidez do papel de alguns jornais para analisar a degradação provocada pelo alto Potencial Hidrogenado (pH).

Toda a coleção foi identificada através de um banco de dados em computador, contendo ficha técnica e fotos dos jornais. Os originais foram acondicionados em caixas de papel neutro amarradas com fitas de algodão cru. As salas 15 e 16 do Anexo II da Faculdade, escolhidas para abrigar a coleção de Jornais Raros, também passaram por reforma e limpeza. Os 2.561 volumes foram guardados em 98 estantes, em ambiente climatizado, com índices de temperatura e umidade apropriados. Os jornais foram organizados por título e separados conforme o estado de conservação.

DESCOBERTAS –
Durante a higienização do acervo, foi descoberta uma edição do jornal alemão Kölnische Zeitung (Gazeta da Colônia), datada de 1880, em estado regular de conservação. Além disso, também foram encontrados o Atlas Histórico da Guerra do Paraguay, de 1871, e três volumes referentes ao Centenário da Independência do Brasil, que são edições fac-símiles (reproduções de documentos original), publicadas no século XX.

A proposta para a segunda fase do projeto ainda está em fase de elaboração. Segundo Karine Vilela, a próxima etapa prevê a restauração dos volumes, como encadernação e pequenos reparos nas páginas, além da descrição dos conteúdos das obras numa base de dados e digitalização dos jornais, possibilitando o acesso ao acervo pelo público, por meio virtual. Atualmente, o acesso e o manuseio da coleção são restritos para garantir a preservação do material.

Mais informações
Biblioteca da FDR
(81) 2126.7879

Fonte: ASCOM/UFPE

Com o total de 30.871 teses e dissertações em sua Biblioteca Digital, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se tornou a primeira universidade brasileira a ter 100% dessa produção em formato eletrônico e com acesso livre pela internet.

Desde 2004, quem quiser baixar uma cópia dos trabalhos precisa se cadastrar,o que tem permitido um controle detalhado dos acessos. “Até o momento foram 4,3 milhões de downloads. A maior média é da área de humanidades e artes, com 1,6 milhão de downloads e 7.705 teses, média de 217 cópias por pesquisa. A média geral, considerando todas as áreas, é de 143 downloads por tese”, disse Luiz Atílio Vicentini, coordenador da Biblioteca Central Cesar Lattes e do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.

A Biblioteca Digital da Unicamp passou dos 20 milhões de visitas, com um grande salto ocorrido a partir de 2005, quando o acervo foi indexado ao Google. “De 1 milhão naquele ano, a quantidade de visitas foi para mais de 3 milhões em 2006; em 2008 foram 6,5 milhões de acessos e, este ano, já temos mais de 5 milhões. Registramos picos de 30 mil visitas por dia”, disse Vicentini ao portal da universidade.

De acordo com o coordenador, há mais de 800 mil usuários cadastrados. O último levantamento apontou quase 24 mil downloads por usuários de 73 países, com destaque para Espanha e Portugal.

O estudo mais acessado, intitulado *O conhecimento matemático e o uso de jogos na sala de aula*, foi apresentado por Regina Célia Grando na Faculdade de Educação e teve até o dia 13 de outubro 8.485 downloads e 43.784 visitas.

Mais informações
http://libdigi.unicamp.br

Fonte: ASCOM/UFPE

A biblioteca pessoal de Gilberto Freyre, na Fundação que leva o seu nome, será toda restaurada. O autor de “Casa Grande e Senzala”, livro fundamental para entender a formação da sociedade brasileira, costumava fazer anotações e marcar trechos dos livros que estava lendo. Esses comentários vão servir para identificar o percurso do pensamento de Freyre.

Há 40 mil exemplares dos séculos XIX e XX na Fundação Gilberto Freyre (FGF), que fica no bairro de Apipucos, no Recife. As anotações nos livros, que para muitos seria um ato de violência com as obras, são valiosas, explica a coordenadora do projeto, Jamile Barbosa. “São intervenções de Freyre sobre reflexões em torno dos artigos, opiniões dele nos momentos de leitura”, afirma a bibliotecária.

“Elas acontecem em várias fases, em várias décadas, comentários não necessariamente sobre o documento. Há outros especificamente sobre o texto, sublinhados, páginas dobradas. Existe uma ideia geral de que intervenções como essa são uma violência à obra, mas para o pesquisador isso é rico, é o caminho das pedras, constrói o caminhar de Freyre sobre aquele assunto”.

De acordo com ela, com o tempo, as folhas se soltam e as páginas começam a cair dos livros encadernados com grampo ou costurados. “Temos que ter cuidado na manipulação e fazer periodicamente um trabalho de intervenção, com aplicação de papel vegetal para reforçar as lombadas, acondicionando em caixas, para não modificar tanto o original”, explica Jamile Barbosa.

“Vamos trabalhar nisso durante um ano, para colocar à disposição dos pesquisadores e cumprir desafios internos, localizar documentos de Gilberto Freyre, como o primeiro artigo dele, publicado na Revista do Norte, e outros originais que estão aqui ‘escondidos’”.

Fonte: Pe360graus.com

Dois anos e meio de cooperação entre a Biblioteca da Catalunha e o Google tem resultado em 35.000 livros disponíveis na web através do Google Books. Esse montante seria pouco mais de um terço do total, que abrange apenas os títulos que são livres de direitos autorais, o que explica por que a maioria dos títulos digitalizados até agora foram publicados no século XIX, como o clássico de Don Juan Serrallonga de Victor Balaguer (1868).
O Google tem agora 100 milhões de livros digitalizados em todo o mundo através de um acordo com 30 dos maiores bibliotecas, incluindo a Universidade Complutense de Madrid.

Fonte: El País.com

O ministro da Cultura de Portugal, José António Pinto  Ribeiro, considerou hoje, quarta-feira, em Luanda, de mais valia o empenho das  autoridades e especialistas culturais tendentes a recuperar, preservar e divulgar a memória cultural angolana.

Falando à imprensa angolana no final de uma visita as instalações da Biblioteca Nacional de Angola e ao Arquivo Histórico de Angola, José Ribeiro afirmou que o trabalho permitirá aos angolanos terem em arquivos tudo quando se trata da  história do país e dos seus povos.

“O trabalho realizado nos últimos anos deve ser louvado, porque permite que os  angolanos e os estrangeiros possam se conhecer melhor e ter uma ideia geral daquilo que representa histórica e culturalmente os seus povos”, reforçou José Ribeiro.

Nesta conformidade, o ministro garantiu o apoio, quer material como financeiro, do Governo português, para ajudar os técnicos angolanos na tarefa de edificação e dignificação do país.

“Portugal está totalmente empenhado e quer muito fazer um trabalho ligado a recuperação da memória e da concepção da identidade, uma identidade que seja um instrumento para que nos possamos conhecer e entender melhor em todos os níveis”, disse.

Segundo o governante, para a concretização dos propósitos dos angolanos, o governo português aprovou, no âmbito do fundo para o apoio ao desenvolvimento da língua portuguesa, um fundo direccionado a formação de especialistas em arquivo, inventariação, identificação e bibliotecários.

Fonte: Agência Angola Press

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