Com o total de 30.871 teses e dissertações em sua Biblioteca Digital, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se tornou a primeira universidade brasileira a ter 100% dessa produção em formato eletrônico e com acesso livre pela internet.

Desde 2004, quem quiser baixar uma cópia dos trabalhos precisa se cadastrar,o que tem permitido um controle detalhado dos acessos. “Até o momento foram 4,3 milhões de downloads. A maior média é da área de humanidades e artes, com 1,6 milhão de downloads e 7.705 teses, média de 217 cópias por pesquisa. A média geral, considerando todas as áreas, é de 143 downloads por tese”, disse Luiz Atílio Vicentini, coordenador da Biblioteca Central Cesar Lattes e do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.

A Biblioteca Digital da Unicamp passou dos 20 milhões de visitas, com um grande salto ocorrido a partir de 2005, quando o acervo foi indexado ao Google. “De 1 milhão naquele ano, a quantidade de visitas foi para mais de 3 milhões em 2006; em 2008 foram 6,5 milhões de acessos e, este ano, já temos mais de 5 milhões. Registramos picos de 30 mil visitas por dia”, disse Vicentini ao portal da universidade.

De acordo com o coordenador, há mais de 800 mil usuários cadastrados. O último levantamento apontou quase 24 mil downloads por usuários de 73 países, com destaque para Espanha e Portugal.

O estudo mais acessado, intitulado *O conhecimento matemático e o uso de jogos na sala de aula*, foi apresentado por Regina Célia Grando na Faculdade de Educação e teve até o dia 13 de outubro 8.485 downloads e 43.784 visitas.

Mais informações
http://libdigi.unicamp.br

Fonte: ASCOM/UFPE

A biblioteca pessoal de Gilberto Freyre, na Fundação que leva o seu nome, será toda restaurada. O autor de “Casa Grande e Senzala”, livro fundamental para entender a formação da sociedade brasileira, costumava fazer anotações e marcar trechos dos livros que estava lendo. Esses comentários vão servir para identificar o percurso do pensamento de Freyre.

Há 40 mil exemplares dos séculos XIX e XX na Fundação Gilberto Freyre (FGF), que fica no bairro de Apipucos, no Recife. As anotações nos livros, que para muitos seria um ato de violência com as obras, são valiosas, explica a coordenadora do projeto, Jamile Barbosa. “São intervenções de Freyre sobre reflexões em torno dos artigos, opiniões dele nos momentos de leitura”, afirma a bibliotecária.

“Elas acontecem em várias fases, em várias décadas, comentários não necessariamente sobre o documento. Há outros especificamente sobre o texto, sublinhados, páginas dobradas. Existe uma ideia geral de que intervenções como essa são uma violência à obra, mas para o pesquisador isso é rico, é o caminho das pedras, constrói o caminhar de Freyre sobre aquele assunto”.

De acordo com ela, com o tempo, as folhas se soltam e as páginas começam a cair dos livros encadernados com grampo ou costurados. “Temos que ter cuidado na manipulação e fazer periodicamente um trabalho de intervenção, com aplicação de papel vegetal para reforçar as lombadas, acondicionando em caixas, para não modificar tanto o original”, explica Jamile Barbosa.

“Vamos trabalhar nisso durante um ano, para colocar à disposição dos pesquisadores e cumprir desafios internos, localizar documentos de Gilberto Freyre, como o primeiro artigo dele, publicado na Revista do Norte, e outros originais que estão aqui ‘escondidos’”.

Fonte: Pe360graus.com

Dois anos e meio de cooperação entre a Biblioteca da Catalunha e o Google tem resultado em 35.000 livros disponíveis na web através do Google Books. Esse montante seria pouco mais de um terço do total, que abrange apenas os títulos que são livres de direitos autorais, o que explica por que a maioria dos títulos digitalizados até agora foram publicados no século XIX, como o clássico de Don Juan Serrallonga de Victor Balaguer (1868).
O Google tem agora 100 milhões de livros digitalizados em todo o mundo através de um acordo com 30 dos maiores bibliotecas, incluindo a Universidade Complutense de Madrid.

Fonte: El País.com

O ministro da Cultura de Portugal, José António Pinto  Ribeiro, considerou hoje, quarta-feira, em Luanda, de mais valia o empenho das  autoridades e especialistas culturais tendentes a recuperar, preservar e divulgar a memória cultural angolana.

Falando à imprensa angolana no final de uma visita as instalações da Biblioteca Nacional de Angola e ao Arquivo Histórico de Angola, José Ribeiro afirmou que o trabalho permitirá aos angolanos terem em arquivos tudo quando se trata da  história do país e dos seus povos.

“O trabalho realizado nos últimos anos deve ser louvado, porque permite que os  angolanos e os estrangeiros possam se conhecer melhor e ter uma ideia geral daquilo que representa histórica e culturalmente os seus povos”, reforçou José Ribeiro.

Nesta conformidade, o ministro garantiu o apoio, quer material como financeiro, do Governo português, para ajudar os técnicos angolanos na tarefa de edificação e dignificação do país.

“Portugal está totalmente empenhado e quer muito fazer um trabalho ligado a recuperação da memória e da concepção da identidade, uma identidade que seja um instrumento para que nos possamos conhecer e entender melhor em todos os níveis”, disse.

Segundo o governante, para a concretização dos propósitos dos angolanos, o governo português aprovou, no âmbito do fundo para o apoio ao desenvolvimento da língua portuguesa, um fundo direccionado a formação de especialistas em arquivo, inventariação, identificação e bibliotecários.

Fonte: Agência Angola Press

Inicou hoje a exposição em homenagem aos povos indígenas. A exposição é parte do Projeto do antropólogo e professor da UFPE Renato Athias, e fica em cartaz até o final do mês.

O Projeto consiste em catalogação, capacitação e restauração do acervo, conta com a participação de estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPE, técnicos do Museu do Estado e especialistas em conservação de objetos indígenas confeccionados com penas e outro material biológico.

Na etapa inicial do trabalho, já bem adiantada, está sendo realizado o diagnóstico das peças que precisam de revitalização, a maioria feita a partir de materiais biológicos como cerâmica, argila, arumãs, cimos e plumagem de animais. “Estamos fazendo um inventário para se ter noção mais clara das demandas de restauração das peças, só assim teremos o sucesso desejado”, explica Athias, adiantando que paralelamente está sendo oferecido treinamento a profissionais do Mepe e de outras instituições, com cursos de curta duração sobre técnicas de conservação. A intenção é preparar funcionários de museus e estudantes do novo curso de Museologia da UFPE para trabalhar, posteriormente, na restauração das peças da coleção etnográfica.

Para facilitar o acesso, pesquisa e divulgação da coleção Carlos Estevão, o projeto prevê ainda a digitalização e informatização de todas as suas peças que deverão formar o novo “museu virtual”, aos moldes Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro. A ação, que deve ser finalizada ainda no primeiro semestre deste ano possibilitará conexões com outras instituições de arte do Brasil e do Mundo. Haverá, também, uma versão impressa do catálogo do acervo, proporcionando a pesquisadores de todas as áreas material concreto para o desenvolvimento de seus trabalhos de investigação.

COLEÇÃO - O acervo etnográfico do Mepe é marcado pela variedade não só de objetos indígenas, mas, sobretudo, pela origem diversa das peças. Há desde pertences do povo Urubu-Kaapor, do Maranhão, a dentes de animais e miçangas do povo Chama, do Peru. A Coleção completa totaliza mais de 3.000 peças, a Etnográfica mais de 546 peças, entre elas itens de vestuários, adornos corporais, além de utensílios de caça e cozinha.

Para Margot Monteiro, diretora do Museu do Estado de Pernambuco, a iniciativa trata-se de ação pioneira com a Universidade Federal de Pernambuco e a iniciativa desse projeto reflete uma preocupação em restaurar e preservar esta importante diversidade cultural dos índios sob o olhar deste grande colecionador o pernambucano, advogado, poeta e folclorista Carlos Estevão de Oliveira.

Fonte: ASCOM/UFPE