D. A. de Biblioteconomia UFPE

Dissertação analisa funcionamento das bibliotecas das Ifes

A falta de padrão operacional é uma tônica entre as bibliotecas universitárias, conforme diagnosticado por um estudo realizado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que analisou as políticas públicas voltadas ao segmento nas últimas duas décadas. Edilene Silva, bibliotecária do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) da Universidade e responsável pelo desenvolvimento da pesquisa durante seu mestrado em Ciência da Informação, afirma que as bibliotecas universitárias ligadas ao Ministério da Educação (MEC) não possuem atualmente parâmetros referenciais para avaliarem seu desempenho. “Não existe hoje uma entidade, em nível de MEC, que discuta com os bibliotecários padrões mínimos para o funcionamento das bibliotecas”, afirma. Como resultado da falta de padronização, cada uma é gerida à sua própria maneira. “São 51 instituições federais de ensino, e cada biblioteca funciona de um jeito, porque não há um padrão mínimo no país”, relata.

O mesmo, porém, não se verifica nas bibliotecas de universidades particulares, que recebem visitas regulares do MEC. O propósito das inspeções é, precisamente, observar se parâmetros mínimos de qualidade estão sendo cumpridos. “Para as particulares existe uma exigência de um nível mínimo de livros por aluno, acervo, equipamentos, computadores, laboratório… uma série de coisas. Enquanto que na pública, não existem esses critérios claros”, afirma Edilene. Ela conta que sua interação com o ministério se limita ao envio periódico de relatórios, e que se há critérios mínimos de desempenho a serem cumpridos, esses não são divulgados aos bibliotecários. “Uma política de parâmetros precisa ser explícita, precisa ser colocada no papel e ser do conhecimento de todos”, aponta.

O mais paradoxal, segundo a pesquisadora, é que são justamente as bibliotecas públicas – que recebem recursos diretos do MEC – que acabam sendo avaliadas de forma menos criteriosa e sistemática. “O MEC deveria saber como andam essas instituições para saber como deve investir nelas, mas não existe esse esforço por parte do governo para sistematizar esse segmento da educação”, conta.

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Rafael Mesquita
ASCOM/UFPE
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28 de Maio de 2009 - Posted by | Não classificado

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