D. A. de Biblioteconomia UFPE

Fórum discute política de arquivo e biblioteca

Arquivistas, bibliotecários, gestores e demais profissionais que atuam em diferentes instituições estiveram reunidos nesta terça-feira (6) na Biblioteca Pública do Estado (Barris) para debater, durante o 1º Fórum Baiano de Arquivos e Bibliotecas Públicas, a importância desses espaços de memória e conhecimento e a necessidade de que os sistemas estaduais implantados sejam fortalecidos e assegurem o direito irrestrito ao acesso à informação.

Promovido pela Fundação Pedro Calmon, via Diretoria de Arquivos e Diretoria de Bibliotecas Públicas, o fórum, que vai até quinta-feira (8), trouxe representantes de diferentes regiões do país e dos territórios de identidade baianos para compartilhar experiências e buscar soluções conjuntas para a melhoria do funcionamento e da gestão de informação dessas instituições.

“A informação é um capital precioso. É um recurso estratégico para o processo de tomada de decisão. Por isso deve ser o elemento estruturante nessas instituições”, afirmou o diretor do Arquivo Público do Rio de Janeiro, Paulo Knauss, um dos palestrantes do evento.

A mesa de abertura contou com a presença do secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, do diretor da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro de Araújo, da coordenadora-geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, Ilce Cavalcanti, e da diretora do Instituto de Ciências da Informação/Ufba, Lídia Brandão Toutain.

Meirelles disse que o atual governo encontrou o estado com mais de 20% dos municípios sem bibliotecas públicas municipais, mas que até o primeiro semestre do ano que vem os 417 municípios baianos terão suas bibliotecas disponíveis para a população. “Existe uma mudança no comportamento do governo estadual, encarando a cultura como fundamental e não como adereço”, ressaltou.

A partir de 2007, a Fundação Pedro Calmon, juntamente com o projeto Livro Aberto, do Ministério da Cultura, e com as prefeituras, implantou 54 bibliotecas públicas municipais, modernizadas, informatizadas e dotadas de equipamentos eletrônicos, além de um rico acervo de obras literárias dos mais diversos gêneros.

Em todas as implantações, gestores e funcionários das bibliotecas municipais são capacitados e treinados por técnicos da FPC, em aspectos como atendimento, informatização, organização e conservação dos acervos. Até o final deste ano, serão implantadas mais 30 bibliotecas municipais, espalhadas pelos territórios de identidade da Bahia.

Fortalecimento de propostas

Dentro do fórum acontecem também o 2º Encontro Baiano de Bibliotecários de Bibliotecas Públicas Municipais e o 5º Encontro Baiano de Arquivos Municipais.

“É muito importante trocarmos experiências exitosas que podemos levar para a nossa prática cotidiana de atendimento ao público e difusão da informação”, explicou Joábio de Oliveira, da prefeitura de Ibicoara, do Território da Chapada Diamantina.

“Este fórum é um espaço para organizarmos e fortalecermos as propostas de políticas públicas que debateremos na 2ª Conferência de Cultura, que ocorrerá no final deste ano. Muitas das nossas demandas levantadas no encontro passado já estão sendo concretizadas através do Ministério da Cultura e Secretária de Cultura. Muitas das propostas não dizem respeito apenas aos nossos municípios, mas a toda a Bahia e até com repercussão nacional”, destacou Antônia Márcia, bibliotecária das Secretarias de Cultura de Simões Filho e de Candeias.

A coordenadora-geral de Ação Cultural do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Cleide Soares, elogiou o fórum pela representatividade territorial dos participantes e ressaltou as iniciativas do governo da Bahia nas políticas de democratização da informação.

“Precisamos estimular nos profissionais que trabalham nas bibliotecas e arquivos municipais uma nova consciência do papel que eles têm para o desenvolvimento local, social e cultural de seus municípios”, observou Cleide Soares, que também coordena o programa Arca das Letras, que reúne mais de 6.800 bibliotecas rurais em todo o país. “Aqui na Bahia, já são 165 bibliotecas rurais, número que esperamos aumentar pelo interesse que o governo estadual tem demonstrado pelo assunto”, afirmou.

Revista História da Bahia

O primeiro dia do 1º Fórum Baiano de Arquivos e Bibliotecas Públicas foi encerrado com o lançamento da versão em CD room da revista História da Bahia, publicação da Diretoria de Arquivos da Fundação Pedro Calmon, em parceria com universidades públicas da Bahia.

Distribuída gratuitamente para os participantes do fórum, a revista reúne entrevistas, reportagens e artigos sobre os aspectos históricos da Bahia, com destaque para a atuação dos movimentos sociais, tema deste primeiro número.

Fonte: AGECOM/BAHIA
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8 de Outubro de 2009 - Posted by | Não classificado

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