D. A. de Biblioteconomia UFPE

Biblioteca Britânica vai registrar história oral da ciência

A Biblioteca Britânica pretende registrar as vozes, memórias e experiências de centenas de cientistas, para formular um relato em primeira mão de como a ciência de fato funciona.

O projeto Uma História Oral da Ciência Britânica, a cargo da National Life Stories, é o primeiro de seu gênero e vai reunir 200 entrevistas audiovisuais com cientistas britânicos que são líderes mundiais em inovações.

“Cientistas britânicos estiveram por trás de muitas das inovações científicas e tecnológicas que fazem manchetes diárias, mas pouco se sabe sobre as histórias pessoais reais por trás desses avanços que transformaram nosso mundo”, disse o curador de História Oral da Biblioteca Britânica, Rob Perk, em comunicado.

Não existem gravações de arquivo de alguns dos cientistas britânicos mais eminentes do século 20, incluindo Alan Turing (1912-1954), decifrador de códigos e pioneiro da história da computação, e o fisiologista A.V. Hill (1886-1977), cujo trabalho sobre músculos foi reconhecido com o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1922.

Mesmo os cientistas associados às invenções britânicas, como Christopher Cockerell (1901-1999), o inventor do hovercraft (ou aerodeslizador), parecem não ter deixado depoimentos orais substanciais documentando sua vida e obra.

Muito poucos cientistas britânicos vivos, incluindo vários Prêmios Nobel, foram entrevistados extensamente. Não existe nenhuma pesquisa histórica ampla sobre o esforço e as descobertas científicas britânicas que seja baseada nas memórias e experiências pessoais.

O projeto História Oral da Ciência Britânica vai entrevistar tanto os nomes mais conhecidos da ciência britânica quanto vozes menos ouvidas e esquecidas como as de técnicos e cientistas mulheres, para assegurar que suas memórias sejam preservadas para o futuro.

O programa de história oral vai captar a cultura científica na Grã-Bretanha desde a 2a Guerra Mundial por meio de entrevistas em áudio, cada uma tendo em média de 10 a 15 horas de duração e complementada por gravações de vídeo mais curtas para documentar fatos, instrumentos e locais importantes.

O arquivo será organizado em torno de quatro temas, para refletir o caráter e as questões emergentes da ciência no século 20.

O professor universitário e Prêmio Nobel de química Harry Kroto disse que o programa será um acréscimo importante à compreensão da ciência britânica e seu impacto maciço sobre a sociedade global.

Ele acrescentou: “Baseado nas memórias e experiências pessoais, o programa da Biblioteca Britânica será singular por lançar luz sobre o processo científico, as atitudes intrínsecas de cientistas e sua influência sobre uma sociedade instruída e ‘esclarecida.'”

(Reportagem de Paul Casciato)

Fonte: G1
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24 de Fevereiro de 2010 - Posted by | Não classificado |

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