D. A. de Biblioteconomia UFPE

Livros mostram fotos históricas roubadas da Biblioteca Nacional

Um livro lançado neste sábado mostra de um jeito curioso fotos históricas que foram recuperadas depois de terem sido roubadas da Biblioteca Nacional. Em um assalto bem planejado quase 800 imagens desapareceram. Cinco anos, depois apenas 101 foram encontradas.

Fotos do século 19.Todas reunidas por Dom Pedro II. A coleção foi um presente do imperador à mulher, Thereza Cristhina Maria.Relíquias que foram roubadas há cinco anos da Biblioteca Nacional.

Durante uma greve de funcionários, os ladrões entraram no prédio e tiveram tempo para um trabalho minucioso: escolheram artistas, temas e substituíram fotos do acervo por outras para que o crime só fosse descoberto tempos depois.

Ao todo 751 imagens foram levadas. O líder do bando está preso. Mas até hoje, só 101 fotografias foram encontradas.

As fotos foram devolvidas à Biblioteca Nacional de várias formas. Algumas retornaram ao acervo pelos Correios. Outras foram entregues por advogados e até pelo Ministério Público Federal. Mas 14 delas foram parar nas mãos de uma mulher que trabalha em uma feira de antiguidades na Praça 15. Ela estranhou o material e devolveu tudo à biblioteca.

Um livro lançado neste sábado mostra o que sobrou do arquivo que foi recuperado. Todas voltaram estragadas.

Marcas e carimbos da Biblioteca Nacional foram arrancados. Uma estratégia da quadrilha para não ser descoberta.Na obra, uma curiosidade. Só o verso de cada foto foi publicado.

“Me interessava que o espectador prestasse mais atenção ao objeto que foi furtado. Eu não gostaria que as imagens que foram danificadas, mutiladas, fossem expostas daquela forma“, explica a artista plástica Rosângela Rennó.

Fonte: RJTV

24 de Fevereiro de 2010 Posted by | Não classificado | | Deixe um comentário

Biblioteca Britânica vai registrar história oral da ciência

A Biblioteca Britânica pretende registrar as vozes, memórias e experiências de centenas de cientistas, para formular um relato em primeira mão de como a ciência de fato funciona.

O projeto Uma História Oral da Ciência Britânica, a cargo da National Life Stories, é o primeiro de seu gênero e vai reunir 200 entrevistas audiovisuais com cientistas britânicos que são líderes mundiais em inovações.

“Cientistas britânicos estiveram por trás de muitas das inovações científicas e tecnológicas que fazem manchetes diárias, mas pouco se sabe sobre as histórias pessoais reais por trás desses avanços que transformaram nosso mundo”, disse o curador de História Oral da Biblioteca Britânica, Rob Perk, em comunicado.

Não existem gravações de arquivo de alguns dos cientistas britânicos mais eminentes do século 20, incluindo Alan Turing (1912-1954), decifrador de códigos e pioneiro da história da computação, e o fisiologista A.V. Hill (1886-1977), cujo trabalho sobre músculos foi reconhecido com o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1922.

Mesmo os cientistas associados às invenções britânicas, como Christopher Cockerell (1901-1999), o inventor do hovercraft (ou aerodeslizador), parecem não ter deixado depoimentos orais substanciais documentando sua vida e obra.

Muito poucos cientistas britânicos vivos, incluindo vários Prêmios Nobel, foram entrevistados extensamente. Não existe nenhuma pesquisa histórica ampla sobre o esforço e as descobertas científicas britânicas que seja baseada nas memórias e experiências pessoais.

O projeto História Oral da Ciência Britânica vai entrevistar tanto os nomes mais conhecidos da ciência britânica quanto vozes menos ouvidas e esquecidas como as de técnicos e cientistas mulheres, para assegurar que suas memórias sejam preservadas para o futuro.

O programa de história oral vai captar a cultura científica na Grã-Bretanha desde a 2a Guerra Mundial por meio de entrevistas em áudio, cada uma tendo em média de 10 a 15 horas de duração e complementada por gravações de vídeo mais curtas para documentar fatos, instrumentos e locais importantes.

O arquivo será organizado em torno de quatro temas, para refletir o caráter e as questões emergentes da ciência no século 20.

O professor universitário e Prêmio Nobel de química Harry Kroto disse que o programa será um acréscimo importante à compreensão da ciência britânica e seu impacto maciço sobre a sociedade global.

Ele acrescentou: “Baseado nas memórias e experiências pessoais, o programa da Biblioteca Britânica será singular por lançar luz sobre o processo científico, as atitudes intrínsecas de cientistas e sua influência sobre uma sociedade instruída e ‘esclarecida.'”

(Reportagem de Paul Casciato)

Fonte: G1

24 de Fevereiro de 2010 Posted by | Não classificado | | Deixe um comentário

Faculdade de Direito do Recife expõe jornais raros no próximo dia 30

A Faculdade de Direito do Recife (FDR) promove exposição fotográfica e documental da Coleção de Jornais Raros pertencente à instituição, no próximo dia 30, no Espaço Memória da FDR, no centro do Recife. Os documentos dos séculos XIX e XX estão sendo recuperados através do projeto Resgate Documental dos Jornais Raros da Faculdade de Direito do Recife, cuja primeira fase foi finalizada no mês de outubro, após seis meses de duração. Na abertura da exposição, o público poderá conferir os originais de volumes raros.

De acordo com a diretora do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da UFPE, Luciana Grassano, a realização do projeto demonstra o interesse da Faculdade de Direito em manter um patrimônio de grande relevância para Pernambuco e para o Brasil. “Estamos oferecendo a oportunidade de formação e informação para a evolução do conhecimento”, destaca. Fazem parte da coleção edições de jornais como Correio do Recife, Diário de Pernambuco, Diário do Povo, Gazeta da Tarde, Jornal do Commercio, Jornal Pequeno, A Província, Diário do Congresso do Brasil, entre outros.

A primeira fase do projeto, executado pela empresa Arte sobre Arte e acompanhado pela coordenação da biblioteca da Faculdade, contemplou ações de conservação dos jornais, com valor total de R$ 151.803,20. As atividades começaram com a desinfestação e higienização do acervo com o objetivo de controlar a proliferação de insetos e micro-organismos. Segundo a coordenadora da biblioteca da FDR, Karine Vilela, o trabalho é essencial para conservar os volumes e preservar a história do País. “Através dos documentos é possível resgatar fatos históricos e traçar um perfil da sociedade da época”, afirma.

A equipe técnica de 18 profissionais da área de conservação e restauro de bens culturais higienizou 1.574.922 páginas de jornal. Deste total, 63,6% apresentaram bom estado de conservação, 19,2% estavam em estado regular, 14,5% em estado considerado ruim e 2,7% em péssimo estado. Os especialistas ainda identificaram o grau de acidez do papel de alguns jornais para analisar a degradação provocada pelo alto Potencial Hidrogenado (pH).

Toda a coleção foi identificada através de um banco de dados em computador, contendo ficha técnica e fotos dos jornais. Os originais foram acondicionados em caixas de papel neutro amarradas com fitas de algodão cru. As salas 15 e 16 do Anexo II da Faculdade, escolhidas para abrigar a coleção de Jornais Raros, também passaram por reforma e limpeza. Os 2.561 volumes foram guardados em 98 estantes, em ambiente climatizado, com índices de temperatura e umidade apropriados. Os jornais foram organizados por título e separados conforme o estado de conservação.

DESCOBERTAS –
Durante a higienização do acervo, foi descoberta uma edição do jornal alemão Kölnische Zeitung (Gazeta da Colônia), datada de 1880, em estado regular de conservação. Além disso, também foram encontrados o Atlas Histórico da Guerra do Paraguay, de 1871, e três volumes referentes ao Centenário da Independência do Brasil, que são edições fac-símiles (reproduções de documentos original), publicadas no século XX.

A proposta para a segunda fase do projeto ainda está em fase de elaboração. Segundo Karine Vilela, a próxima etapa prevê a restauração dos volumes, como encadernação e pequenos reparos nas páginas, além da descrição dos conteúdos das obras numa base de dados e digitalização dos jornais, possibilitando o acesso ao acervo pelo público, por meio virtual. Atualmente, o acesso e o manuseio da coleção são restritos para garantir a preservação do material.

Mais informações
Biblioteca da FDR
(81) 2126.7879

Fonte: ASCOM/UFPE

18 de Novembro de 2009 Posted by | Não classificado | | Deixe um comentário

Unicamp digitaliza 100% do seu acervo de teses e dissertações

Com o total de 30.871 teses e dissertações em sua Biblioteca Digital, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se tornou a primeira universidade brasileira a ter 100% dessa produção em formato eletrônico e com acesso livre pela internet.

Desde 2004, quem quiser baixar uma cópia dos trabalhos precisa se cadastrar,o que tem permitido um controle detalhado dos acessos. “Até o momento foram 4,3 milhões de downloads. A maior média é da área de humanidades e artes, com 1,6 milhão de downloads e 7.705 teses, média de 217 cópias por pesquisa. A média geral, considerando todas as áreas, é de 143 downloads por tese”, disse Luiz Atílio Vicentini, coordenador da Biblioteca Central Cesar Lattes e do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.

A Biblioteca Digital da Unicamp passou dos 20 milhões de visitas, com um grande salto ocorrido a partir de 2005, quando o acervo foi indexado ao Google. “De 1 milhão naquele ano, a quantidade de visitas foi para mais de 3 milhões em 2006; em 2008 foram 6,5 milhões de acessos e, este ano, já temos mais de 5 milhões. Registramos picos de 30 mil visitas por dia”, disse Vicentini ao portal da universidade.

De acordo com o coordenador, há mais de 800 mil usuários cadastrados. O último levantamento apontou quase 24 mil downloads por usuários de 73 países, com destaque para Espanha e Portugal.

O estudo mais acessado, intitulado *O conhecimento matemático e o uso de jogos na sala de aula*, foi apresentado por Regina Célia Grando na Faculdade de Educação e teve até o dia 13 de outubro 8.485 downloads e 43.784 visitas.

Mais informações
http://libdigi.unicamp.br

Fonte: ASCOM/UFPE

22 de Outubro de 2009 Posted by | Não classificado | | Deixe um comentário

Fundação Gilberto Freyre restaura biblioteca pessoal do sociólogo

A biblioteca pessoal de Gilberto Freyre, na Fundação que leva o seu nome, será toda restaurada. O autor de “Casa Grande e Senzala”, livro fundamental para entender a formação da sociedade brasileira, costumava fazer anotações e marcar trechos dos livros que estava lendo. Esses comentários vão servir para identificar o percurso do pensamento de Freyre.

Há 40 mil exemplares dos séculos XIX e XX na Fundação Gilberto Freyre (FGF), que fica no bairro de Apipucos, no Recife. As anotações nos livros, que para muitos seria um ato de violência com as obras, são valiosas, explica a coordenadora do projeto, Jamile Barbosa. “São intervenções de Freyre sobre reflexões em torno dos artigos, opiniões dele nos momentos de leitura”, afirma a bibliotecária.

“Elas acontecem em várias fases, em várias décadas, comentários não necessariamente sobre o documento. Há outros especificamente sobre o texto, sublinhados, páginas dobradas. Existe uma ideia geral de que intervenções como essa são uma violência à obra, mas para o pesquisador isso é rico, é o caminho das pedras, constrói o caminhar de Freyre sobre aquele assunto”.

De acordo com ela, com o tempo, as folhas se soltam e as páginas começam a cair dos livros encadernados com grampo ou costurados. “Temos que ter cuidado na manipulação e fazer periodicamente um trabalho de intervenção, com aplicação de papel vegetal para reforçar as lombadas, acondicionando em caixas, para não modificar tanto o original”, explica Jamile Barbosa.

“Vamos trabalhar nisso durante um ano, para colocar à disposição dos pesquisadores e cumprir desafios internos, localizar documentos de Gilberto Freyre, como o primeiro artigo dele, publicado na Revista do Norte, e outros originais que estão aqui ‘escondidos’”.

Fonte: Pe360graus.com

22 de Setembro de 2009 Posted by | Não classificado | | Deixe um comentário